Alguns dos meus pontos ...

Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poemas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lembranças

Lembranças são como livros que guardamos
na estante da sala.
Quando queremos vivenciar algo, basta
relembrar!
Ao repaginarmos a memória, lá e
ncontramos fatos que nos trouxeram paz, alegria e
contentamento!
Que possamos sempre, mesmo com muitos
problemas, lembrarmos de doces
acontecimentos...
Esses que nos dão bom ânimo para a vida!
Os ruins, ahh os ruins.....
São páginas viradas, de nada valem a não ser
experiências guardadas
Para bem vivermos

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Presa do meu silêncio

PRESA DO MEU SILÊNCIO...

Minha vida cerrou suas portas para o amor... É preciso curar as feridas da alma, tão machucada por tantas desilusões... Sim, meu coração sente falta das emoções que o mantinham vibrante, mas também chegou ao seu limite, precisa se preservar antes que seus pedacinhos se tornem tão pequenos, que se torne impossível juntá - los...
Se hoje vejo as noites mais escuras, também as
estrelas, a lua, com mais clareza... E isso me dói... Porque elas não podiam refulgir com tanto brilho, como quando observava - as sentindo tuas carícias na pele, nossos corpos protegendo - se um ao outro, na brisa fria,
ouvindo o murmúrio dos teus lábios ao dizer meu nome... Sentindo tuas carícias na pele, aquecendo, nos inflamando...

Hoje, presa do meu silêncio, emaranhada nas teias da minha solidão, apenas vivo de sonhos úmidos de lágrimas...
Oh... Por que meus pensamentos e lembranças não se calam? Eu preciso de paz, daquela paz dos sepulcros intocados, das manhãs que desabrocham nos desertos, do alto dos espaços, onde um único som, que seja, se propaga... E então, quem sabe, todas as lembranças, essa pungente saudade, se desfaria para sempre...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.
Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"